terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Orgulho, preconceito e muito mais que uma simples histórinha de amor

Antes de qualquer coisa deixem-me registrar meu protesto contra a ideia que a história do livro é sobre "uma jovem, que mesmo com recursos financeiros escassos, conseguiu conquistar o rico FitzWilliam Darcy, usando apenas sua inteligência". Mais do que isso, ela vai delineando sentimentos comuns que muitas vezes nem nos damos conta. Com graça e com algumas referências às ironias da vida, Jane Austen e, por extensão, Joe Wrigth, diretor do filme de 2005, mostra como as circunstâncias, os desejos e até mesmo uma ação irrefletida podem mudar tanto nosso ponto de vista, como nossos sentimentos.



É verdade que com o que em geral vemos no cinema é um pouco clichê as irmãs no final conseguirem o marido rico, mas é usar de anacronismo esperar qualquer final diferente desses. A história é baseada no livro homônimo da Jane Austen, lançado em 1797. Talvez até mas do que hoje o dinheiro imperava naquela época. Não que hoje não se dê suma importância a ele. Mas, hoje há alternativas. Digo é possível viver bem sem ser rico. Naquela época não era bem assim. O que fica bem claro no desejo doentio da Sra Bennet de ver as filhas casadas com um marido rico.  É verdade que é um desejo um tanto materialista, mas quem pode culpar uma mãe de querer para suas filhas a melhor das opções que a sociedade oferece? Já o senhor Bennet não se importa muito com isso, apoiando Elisabeth quando ela decide não se casas com o primo, em sua opinião "ridículo" (não considerem apenas a aparência nesse caso), apenas para herdar a casa da família. No entanto o senhor Bennet também não importa quando Lydia, uma de suas filhas mais novas, viaja atrás aventuras de oficia. Não estou defendendo nenhum lado, cada personagem ali tem suas razões, suas qualidades e seus defeitos, mas mesmo com todas essas diferenças, permanecem uma família unida de feliz. Infelizmente, a relação da família Bennet permanece invisível para algumas pessoas.


Outro ponto interessante do filme, e que também é  muitas vezes mal interpretado no filme é a relação de Caroline Bingley com as irmãs Bennet. Caroline se sente completamente deslocada em Netherfied Park. Tudo que ela faz deve ser pesado a partir daí. Então conhece jane Bennet, uma adorável moça de jeito doce e discreto que, apesar da origem humilde, parece de certa maneira pertercer à sua realidade. Daí as duas se tornam realmente amigas. Mas quando Caroline conhece a irmã de Jane, Elisabeth Bennet. Além do fato de que Elisabeth pensa de uma maneira drasticamente diferente da dela, Caroline vê em Lizzy um risco ainda maior: ela parece de alguma maneira despertar o interesse do Sr. Darcy, a quem Caroline planeava ter como esposo. Depois surge ainda mais um conflito na personagem, apesar de de gostar de Jane, ela nem de longe deseja ver uma aliança entre os Bennet e os Bingley, coisa que seu irmão parece considerar. No filme isso não fica tão exposto, principalmente por causa do tempo.

Quanto ao filme, vale destacar, além da pareria mais-que-perfeita entre Joe Wrigth e Keira Knightley, o maravilhoso Darcy de Metthew Mcfadyen, também a direção de fotografia de Roman Osin e, é claro, a trilha sonora de Dario Marianelli, que também assina a trilha de Desejo e reparação, segundo filme da parceria Wrigth-Knightley. Trilha sonora essa, que eu to ovindo agora pra escrever este post, alias, rs.

Livro e filme, são igualmente brilhantes. Não cabe a mim dizer qual linguagem é melhor. apenas apreciar como Jane e Joe trabalharam essa linda história.

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