terça-feira, 8 de maio de 2012

SuperHeavy - Edition Deluxe

Um grupo composto por Mick Jagger, eu não deixaria de ver de forma alguma, e ainda tendo Dave Stewart (ex-Eurythmics) que eu cresci ouvindo já que tem um cd aqui em casa, Joss Stone, Damian Marley (filho de Bob) e A.R. Rahman (aquele que fez a trilha do filme “Quem quer ser um milionário”), é o tipo de coisa que não tem como ficar sem conferir.


O cd percorreu os respectivos países dos integrantes, Inglaterra, Jamaica e Índia e o Mick revelou que “sempre foi apaixonado pela cultura jamaicana; por sua musicalidade e que desejava criar um projeto onde ele pudesse abusar da sonoridade típica do país.” Graças a Jah, creio eu, ele chamou o Dave e deu tudo certo.

Pois bem finalmente conseguir ouvir o cd todo do Super Heavy, não vou mentir que pensei que só iria ter o Mick e que não ia ser lá grandes coisas, não pelos cantores que são ótimos, aliás, justamente por isso, como tanta gente boa ia conseguir fazer um cd que mostrasse um pouco de cada? Mais não é que eles conseguiram rapaz? E o resulto ficou super show.

A primeira faixa é a música titulo, “Super Heavy” que é uma balada SUPER BOA, e eu me pego cantando ela por ai, começa com o Damian e eu já fiquei, UAL, é isso mesmo que vem por ai? Mostra logo o jogo de vocais que irá haver entre o Mick, o Damian e a Joss. Além dos arranjos super bem elaborados do A.R e o jeito multiuso pulsante do Dave.
“Unbelievable” já começa com a voz sensual do Mick, então você já sabe o que esperar, é uma canção animadinha que conta com a participação bem visível de todos e talvez a que mais mostre a influência de cada cultura.
Daí surge a já tão conhecida “Miracle Worker”, que conta com o baixo estonteante do Dave, e a voz que surge do nada do Mick, a voz elegante do Damian e um refrão do tipo que fica grudado em sua cabeça.
E então vem “Energy” que como o nome já sugere é energizada! Bateria, guitarra, arranjos todos de parabéns, e pra você que é apaixonado por um gaita como eu, fique feliz porquê tem uns solos de gaita tocada por ninguém menos que Mick Jagger.
E após essa explosão de energia tem a canção “Satyameva Jayathe, que só pelo nome já traz as origens indianas, pois bem foi o Rahman que compôs a introdução, o refrão e algumas estrofes em hindi. Não é pra lá de animada como as outras mais tem um certo tipo de graça.
E o que falar de “One Day One Night” sem tietar o Mick? Cara, pra mim é um dos pontos altos do disco, a voz angustiante e ao mesmo tempo sensual com uma melodia que se mistura com o jazz, torna a canção mais que perfeita. O Mick rouba completamente a cena e mostra pra que veio, no começo você pensa “ É isso?” mais a música vai tocando e você fica “ Meu Deus, É ISSO!” além de contar com um dueto com a Joss, só para mostrar que eles são demais mesmo.
E ainda na onda do Jagger temos a “Never Gonna Change  que continua com sua voz angustiante e meio trêmula onde ele convence a todos que ele “ nunca mudará seu jeito” já que ele repete isso umas mil vezes.
E surge a “Beautiful People, que é mais leve se podemos dizer assim, suave.
“Rock Me Gently“, segue essa sequência, que conta com o Damian e seu tom grave, porém calmo dessa vez, e a Joss no seu estilo soul. É uma melodia gostosa de se ouvir.
E quando você pensa que a maré abaixou surge “I Can’t Take It No More”, que já começa com a Joss dizendo “What the fucking is going on?” que vem trazendo o ritmo elétrico aos poucos, com seu toque rocknroll composta exclusivamente pelo Jagger.
Em “I Don’t Mind, o Super Heavy me surpreende outra vez com seu lado sereno de ser, melodia se encontra com letra, em uma sintonia perfeita marcadas por uma “fotografia em sépia”.
A edição normal termina com “World Keeps Turning, pra fechar com chave de ouro, é uma canção encorajadora do tipo suave, mais que dá vontade de ouvir toda hora e como seu refrão diz “Enquanto o mundo continua girando, a vida segue, e os fogos continuam a queimar, mantenha seu coração forte”.

FAIXAS BÔNUS:

Na deluxe nós ainda temos 4 canções a primeira é “Mahiya, outro trabalho do A.R, que eu entendo perfeitamente porquê está só nos brindes, não que ela seja ruim, mais é meio fraca comparada ao resto do álbum.
Do mesmo jeito segue com  “Warring People”, apesar de ser mais animada e misturar algumas coisas, poderia ter sido melhor.
O A.R faz trabalhos excelentes como podemos ver em todas as outras faixas do disco, mais nessas, ao meu ver, ficou a desejar.
E quando você pensa que o mundo está perdido surge “Common Ground” que é pra lá de animadinha e faz você ficar se balançando, é o destaque dos bônus.
E por fim “Hey Captain, que continua no ritmo animado que foi apresentado pelo grupo.

O trabalho todo é extremamente bom, não poderia esperar menos pelo grupo que foi apresentado, e cada faixa fez o cd se tornar o sucesso que foi, mais na minha singela opinião eu trocaria “Satyameva Jayathe“ por “Common Ground”.

 

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