segunda-feira, 4 de junho de 2012

The Honkers

Semana passada, enquanto escrevia, conheci a tal banda aí do título do post. Bem, a primeira música que ouvi dos caras, 24 Hours From Your Heart, pensei: 'nossa! É deliciosamente Beatles sem ser cover'. Daí na segunda, 12 Hours, e nas seguintes, foi mais pra um punk-rock, senti uma Ramones no ar... daí fui ouvindo... e fiquei viciada no som caras. Se liga na história deles.

Um entendiante e calorento maio de 97 em Salvador (estes não são tão raros, nem restritos ao mês de maio), Rodrigo Chagas (vocalista) e Clécio Nunes (o primeiro da linhagem de bateristas) criaram uma "fantástica banda de ska/punk". Mas pra banda não ficar no papel chamaram Pedro, o Valente, pro baixo e Vânia pro baixo. Ninguém nunca ouviu essa banda tocar.

O primeiro ensaio da banda só veio acontecer mais de um ano depois em set de 98. Só que os caras nem conseguiram o status de banda de garagem por que tiveram que tocar num quarto de passar roupas. No lugar do primeiro Pedro, veio o Pedro Oráculo, pro baixo veio o Thiago e de quebra o Felipe Brust, o dublê de guitarrista. E foi esse trio de cachaceiros que levou a frente o primeiro ensaio da banda que ainda nem sonhava em se chamar The Honkers, na verdade o batismo foi o nome "The Mants". Mas os caras curtiram de passar as tardes entre música, álcool e boas risadas. Acompanhados pela Juliana e Carol, "para purificar o ambiente".

O primeiro show só veio acontecer em out de 98, véspera de eleição, numa "orgia etílica memorável". Uma festa muito louca onde o ingresso era bebida quente.

"Numa das festas mais loucas já realizadas em Soterópolis, 'Cachaça indecente na casa de Brust', o ingresso era uma bebida quente. Alguém roubou as calçolas do varal e teve gente que "nadou" na grama e teve gente que dormiu na calçada e teve gente que foi pro hospital tomar soro.


Nos dias que antecederam à festa promocional, vários ensaios pela madrugada na garagem da casa de Brust (agora sim!), uma verdadeira banda de garagem. Num desses ensaios foram interrompidos pelo barulho da sirene da viatura da Polícia Militar. - Ou param ou vão presos! (Por isso é que o rock não vai pra frente nessa cidade). É o que dá ensaiar às três da matina com um ex-baterista de punk rock melódico. Clécio não aliviava a coitadinha da Carol. O jeito foi Brust levar o pessoal em casa. De madrugada. Bêbados. Com mais 5 litros de vinho no carro. Residência de T612: Periperi. Na volta, um cachorro atropelou a Aviatura de Brust. Mas, não morreu. E ainda saiu praguejando: Filadaputa! Miserávi!

Mais de 200 pessoas espalhadas pelo jardim, varandas, quintal e banheiros. Lindo aquele bar recheado de tudo quanto é bebida. De várias cores. Quem estava sóbrio viu um show inesquecível. E parece que foram os mesmos que alardearam que a banda era sensacional e que iria tocar em breve." 

Daí entre histórietas cômicas e ilárias os caras começaram uma serie de shows esporádicos, até a parada ficar séria. Em apresentações performáticas, com direito a muito álcool, vocalista de cueca, instrumentos quebrados e policia na porta da frente...


Pra ouvir os caras

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